domingo, 4 de dezembro de 2016

O BATISMO NA VISÃO ESPíRITA

"VEREDA FAMILIAR"

ESPÍRITOS: THEREZA DE BRITO
MÉDIUM: RAUL TEIXEIRA

 A QUESTÃO DO BATISMO

 
Qualquer espiritista que se enfronhe nos conceitos doutrinários, com disposição de aprender, desejoso de atender aos ensinos espíritas, encontrará nos seus conteúdos, mais que lúcidos, as orientações de que carece para enfrentar o mar de dúvidas no qual se agita, ansioso por alcançar a devida elucidação.
Há uma série de hábitos domésticos herdados das crenças do passado, apoiadas em imposições dogmáticas de diversos credos, sem que contem com o apoio da lógica espírita.
Dentre esses costumes, vemos a questão do batismo, sem o qual inúmeras famílias se aturdem, imaginando-se pecado contra as Leis de Deus.

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As cerimônias batismais, sendo encontradas no escrínio das tradições dos povos, como um ritual iniciático, tinha por objetivo iniciar o indivíduo na contextura da crença ou nas atividades do culto, para os quais eram exigidas.
os inúmeros mistérios, oráculos, sinagogas, pagodes e tantos outros núcleos de fé realizavam, a seu modo, e dentro das filosofias que os norteavam, os seus ritos batismais.

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Nos meios cristãos, a falta do cultivo dos estudos sérios, profundos e, por isso, clarificadores, tem sido responsável por entristecedora ignorância quanto a essa questão.

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Alguns, vindo em defesas dessas cerimônias, asseveram que o Mestre Jesus foi batizado e que, assim, todos deveremos ser igualmente batizados.
Esquecem-se ou ignoram que o seu consentimento sem ser batizado tinha direta relação com início oficial do seu messianato, conforme estabeleciam as letras proféticas.
São incontestáveis as colocações do Batista, ao dizer que após ele, que batizava com água, viria Aquele que batizaria com fogo.
Em nenhum momento, Jesus, que é o nosso Mestre, Guia, Modelo, ensinou-nos a batizar alguém. Ensinou-nos a orarmos, uns pelos outros, a amarmo-nos, uns aos outros o que é do conhecimento geral dos cristãos.
Nas linhas mestras co Catolicismo Romano, o sentido da cerimônia é de todo pertinente, uma vez que ele considera que toda criança é uma alma que nasce virgem, das mãos de Deus, no momento em que o corpo físico vem á luz, admitindo que a alma, ao surgir, traz as marcas do pecado atribuído a Adão e Eva nas páginas mosaicas de "O Velho Testamento"; assim, o ato de batizar os seres te mpor sentido alijar das pessoas o chamado pecado original.
Já os espiritistas, conhecedores da reencarnação, sabem que os pecados com que nascemos na Terra, nas bênçãos de um novo corpo, não são devidos a ninguém, senão a nós mesmos, e que a alma tem anterioridade ao corpo, conduzindo consigo o produto das suas realizações próximas ou distantes, entenderão que o seu batismo deverá ter outra textura.
O batismo de água de João limpa o exterior apenas.
O batismo de fogo de Jesus destrói no íntimo dos seres as mazelas, os tormentos, os erros, a inverdade audaciosos.
A nobre condução da criança ou o digno procedimento do adulto, no esforço de renovar-se, contribuindo para a sua redenção, representarão o mais notável batismo para o Espírito reencarnado.
Entendemos, assim, que a educação dos filhos, tão negligenciada nos dias atuais, tão mesclada de equívocos, tão desdenhada, seja a grande e insuperável expressão batismal para os filhos, e para todos nós.

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Não se impressione com as superstições, que atribuem as enfermidades ou traquinagens infantis à falta do batismo.
Um pouco de observação `sua volta desdirá tais afirmativas de todo emocionais e nada lógicas.
Aprenda a viver com liberdade e com maturidade, sem escravizar-se aos dogmas envelhecidos e deslocados no tempo, ainda que respeitemos aqueles que prosseguem alimentando essas crenças.

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Ante o Sol radiante em que se converte o Espiritismo para os homens, estamos no tempo de progredir, de aprender a aplicar à própria vida o seu aprendizado elucidativo.
Nenhum temor, nenhum pieguismo, uma vez que estamos à cata da verdade que nos liberta e ilumina, como prelecionou Jesus.
Batismo da educação, dedicada e honesta, eis o que esperam nossos filhos, eis de que carecemos  todos nós.



“O CONSOLADOR”
Espírito: EMMANUEL
Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


298 – Considerando que as religiões invocam o Evangelho de Mateus para justificar a necessidade do batismo em suas características cerimoniais, como deverá proceder ao espiritista em face desse assunto?

Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto santificado da família.
Longe de quaisquer cerimônias de natureza religiosa, que possam significar uma continuação dos fetichismos da Igreja Romana, que se aproveitou do símbolo evangélico para a chamada venda dos sacramentos, o espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de Misericórdia, para que os seus esforços sejam santificados no trabalho de conduzir as almas a elas confiadas no instituto familiares, compreendendo, além do mais, que esse ato de amor e de compromisso divino deve ser continuado por toda a vida, na renúncia e no sacrifício, em favor da perfeita cristianização dos filhos, no apostolado do trabalho e da dedicação.

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

 O QUE É PRECISO PARA SER SALVO.
(EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. XV, ITEM 1)

Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; - reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, - e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; - porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; - porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? - Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.
E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, v. 31 a 46.)

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