quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

AS FOLIAS DE MOMO

Estando você disposto a crescer, incessantemente, nos roteiros da vida, não se esqueça de que nem sempre será fácil a sua tarefa.

O empenho de avançar, com firmeza, pelas vias do mundo, costumeiramente exige uma grande dose de boa vontade e de coragem para não desanimar.

Ocorrem episódios que desafiam a sua disposição de dizer o "SIM" ou afirmar o "NÃO", tanto quanto apresentam-se situações e costumes absurdos que a massa aceita como normalidade, diante dos quais você se vê quase incapaz de opor-se, para não ser tão diferente dos outros, ainda que já tenha distinta opinião sobre eles.

Dentre tais variados costumes que penetraram a vida social e que e tornou algo imprescindível para um grande contingente, estão os festejos momescos, nos dias do carnaval.

***

Numa ligeira panorâmica de tal festividade, em suas origens nas sociedades do Brasil, tudo não passava de gracejos, de pilhérias, nas largas horas de brincadeiras e folguedos, que reuniam amigos, vizinhos, familiares, que se travestiam, muitas vezes, procurando cada qual mostrar-se mais interessantes, chamativo, original, visando satirizar os multiplicados problemas sociais de cada época, bem como denunciá-los, tanto quanto levantar questões sobre personalidades discutidas da política, ou ainda as formas de imitar a própria Natureza, no que fosse possível.
A válvula de escape social, durante muito tempo, se apresentava nos bulícios dos grupos vários que comemoram o entrudo. 

Na medida, porém, em que os agrupamentos sociais se agigantavam; à proporção em que as dificuldades sociais determinaram transtornos de ordem moral e ao mesmo tempo que esses desconcertos morais determinaram desajustes sociais, o carnaval passou a servir para o desaguar dos caracteres tortuosos.

A violência ganhou ruas e clubes de danças, palcos de tais festejos. Os dramas da alma explodiram no corpo, e cada um, além de se travestir por fora, libera as nódoas do psiquismo, as frustrações, os desagravos, a sede de vindita e vasta horda de outros tormentos do íntimo. 

***

Nas considerações amadurecidas dos espiritualista, em geral, e, particularmente, dos espiritistas, não podem passar em branco a questão vibratória e os elementos fluídicos, que a tudo envolvem.

Muita gente se expressa com honestidade, asseverando que vai para o carnaval sem intenções malévolas, vai apenas pela distração, pela empolgação, pelo movimento. Entretanto, as sintonização estão formadas. Mergulhados nas mesmas energias em que todos se encharcam, em franca cadeia de interesses similares, toda a gente se mantém no mesmo caldo de nutrição psíquica. Assim, a boa intenção contrasta com a inutilidade e materialidade dos referidos interesses, não tendo, então, o bem-intencionado, a inocência ou a escusa que a si mesmo se atribui.

Há tantas formas de divertimentos, de descontração, de alegria salutar e aprimoramento individual ou coletivo; por que, dessa maneira, a escolha do carnaval?

O provérbio que assevera: "dize-me com quem andas e o que fazes e te direi quem és..." alcança seu verdadeiro sentido, quando o analisamos dentro desse aspecto.

Em considerando as leis fluídicas, não podemos menosprezar a influência nociva de Entidades desencarnadas que, mesmo fora do corpo somático, persistem tal como eram, quando encarnadas, e, a partir daí, associam-se aos foliões, pelas leis de afinidade psíquica.

Deprimidos, violentos, zombadores, levianos, sexólatras, estúrdios, magnetizadores impiedosos, todos esses tipos de desencarnados se ajustam aos encarnados que lhes dão guarida mental, o que sempre acontece.

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Pais e mães! Vocês que já receberam as notícias do Evangelho, que já sabem dos objetivos do Cristo vir à Terra, que são objetivos de avanço espiritual, de crescimento para a Luz, não cochilem, nem se percam na importante missão de orientar sua prole.

Um filho é um tesouro, não há dúvida! Não o exponha aos larápios de sua paz em estruturação, não o abandone à sanha dos ladrões da dignidade, tão arduamente transmitida.

Quando sejam crianças, menores, dependentes da sua experiência, não os enviem às folias momescas, ainda que na companhia de avós, tios, amigos ou de outros, Vocês responderão pela segurança deles, mesmo que não estejam juntos deles.

Orientem seus filhos para melhor aproveitarem da vida. Ajudem-nos a fazer nobres escolhas para os seus próprios caminhos. Não se magoem nem se importem, com os possíveis comentários maliciosos de zombaria em torno da sua atitude, advindos de parentes ou companheiros do seu cotidiano. Vocês darão conta das suas responsabilidades, não se olvidem, e não se preocupem com as ações ou concepções alheias.

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Numa sociedade em que a vida familiar tem sido tão difícil, tão escassa, por que não aproveitar os dias carnavalescos para conviverem bem mais juntos, seja no lar, num sítio arborizado, nas paisagens refazentes do mar ou da montanha, estreitando os vínculos do carinhos, prestando atenção a tantos lances importantes da vida dos nossos queridos, antes inobservados?

Não se permitam poluir, pais terrestres, e lutem por preservar os seus filhos dessa ilusão passageira.

o imediatismo de Momo, os gozos das folias, as alegrias do carnaval, tudo isso se desvanecerá, como todo fogo-fátuo, e deixará os que neles se locupletaram nas valas da frustração e do arrependimento, mais cedo ou mais tarde.

Vocês, pai e mão, atentos à nobre tarefa de educar seus rebentos, envolvam-nos com seu amor e sua assistência para que eles amadureçam assim, e a harmonia atinja mais rapidamente os arraiais do mundo, transformando as paixões inferiores em prazer renovador e são.

Se alguém, em lhes percebendo a atitude, perguntar: "o que é que há demais no carnaval?" não se preocupem, nem se agastem em responder. Saibam, contudo, que "demais" nada há no carnaval, só há "de menos", e sigam adiante, verdadeiramente felizes, na trilha da anelada libertação, aureolados pela gratidão dos seus filhos ditosos, atendendo aos programas de amadurecimento e iluminação, para os quais reencarnaram vocês e eles no mundo atual.

(Vereda Familiar - Raul Teixeira - pelo espírito Thereza de Brito)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FAMÍLIA E RELIGIÃO

  

(Minha família, o mundo e eu - Raul Teixeira pelo espírito Camilo)

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. (o Evangelho segundo o Espiritismo, cap. I, item 8)

 SOBRE AS MÚLTIPLAS FORMAS DE CRER

Em todas as sociedades humanas é tácita a crença num Poder Superior que superintende a vida planetária.

No decorrer do tempo, na medida  em que se foram estruturando no mundo as vertentes das interpretações acerca desse poder Superior, nasceram as religiões formalizadas, institucionalizadas, que passaram a enquadrar no edifico estreito das teologias a crença e a fé naturais dos indivíduos. 

A possibilidade de cada um pensar num Ente Supremo com a liberdade da sua maturidade, da sua sensibilidade metafísica e do seu momento existencial, cedeu lugar a determinadas regras que acabaram por empobrecer as expansões da alma humana no relacionamento como seu Criador.

Cheias de determinações castradoras, as criaturas passaram a admitir que o Criador Universal só se encontra em certos lugares e em determinadas horas - as horas dos respectivos cultos - e que, mesmo assim, somente alguns indivíduos ungidos e escolhidos a dedo têm o poder de contactá-Lo e transmitir aos demais, em segunda mão, o que esse Grande Senhor deseja de cada um e de todos. 

Esses regramentos teologais das múltiplas religiões tiveram o poder de fragilizar ainda mais o entendimento dos humanos sobre aquilo que podem ou não falar com Deus, pedir a Deus e ouvir de Deus. operadores teológicos variados passaram a ensinar como se devem vestir, o que devem dizer, cantar ou comer, se as almas quiserem se relacionar com o Criador, o que constitui lamentável irrisão.

Aos poucos foi desaparecendo a espontaneidade na relação dos filhos terrenos com o Pai Celeste, e esses filhos passaram a temer o contato com Algo tão inalcançável quanto caprichoso, perigoso, vingativo e apaixonado, segundo as interpretações de várias escolas teológicas. Nasce a tirania das crenças.

A miscelânea que se estabeleceu entre poder político, poder econômico, cárcere, castigo, excomunhões e mortes foi promovendo o gradual afastamento das criaturas do seu Criador, não por causa do Criador, mas pela prepotência daqueles que, ousados e abusados, se interpuseram entre Deus e os homens como insolentes intérpretes de Seu pensamento e de Sua vontade.

PARADOXOS NA RELIGIOSIDADE FAMILIAR

Em razão de tudo isso, cada família que se forma, a partir desses caldos culturais religiosos, estabelece o seu vínculo com a crença em Deus. Determinam o modo como o interpretam e a pauta de costumes, de prática e de preconceitos que acatarão ao longo da sua vida espiritual na Terra.

Como cada indivíduo se acha em nível de desenvolvimento intelectual e moral diferente, não é difícil encontrar casais que despautam no que diz respeito às crenças.

Ainda quando ambos se afirmam no mesmo contexto religioso quase sempre um deles é mais aplicado do que o outro, acarretando dessintonias curiosas na vivência religiosa do par.

Há sempre aquele que se lança à práticas da crença mais aberta e intensamente, enquanto que o outro prestigia, acha bonito ou importante, embora se mantenha mais reservado em suas mobilizações. Ainda existem os que acabam por achar demasiada a atuação do cônjuge nos arraiais da religião, admitindo que é exagerada ou que não preciso tanto assim.

Para muitas famílias, a atividade religiosa termina por ser fator de litígios, de discórdias, paradoxalmente àquilo que se espera de semelhante atividade.


SOBRE A MATURIDADE DA CRENÇA

Uma vez que antropologicamente o indivíduo é crente, e sociologicamente busca aderir ao contexto teológico-institucional com o qual mais se sintonize, será importante considerar que a religião verdadeira de cada pessoa não é aquela apregoada pelo tipo de teologia, de templo ou de prática, mas aquela que a sua maturidade moral consiga administrar.

Assim, vemos pessoas que se dizem religiosas de tal ou qual denominação - algumas de discursos posturais bem exigentes - que levam uma vida de liberalidades, de viciações e outros comprometimentos incompatíveis com o que lhe é proposto pelos cânones de suas crenças.

Achamos gente que participa de sociedades religiosas especializadas em pregar dissensões e preconceitos entre os seus adeptos, levando-os a admitir que são superiores aos demais seres humanos, ou que já se acham com os pés no paraíso, mas que não se deixa levar por isso e viver fraternalmente com todos, mantendo um relacionamento amadurecido, onde esteja.

 

PARA UMA SUAVE RELIGIÃO FAMILIAR

 Se pretendes que em teu grupo familiar haja o norteamento da religião, trabalha para que essa religião não se torne um mero adereço social, um penduricalho a mais nos cabides das tuas experiências.

Religião na família deve significar respeito às diferenças, maturidade relacional e tolerância sem conivência com nenhuma forma de perturbação.

A vida religiosa na família propõe compartilhamento e cooperação em tudo o que configure ação no bem; não comporta depreciação do outro ou zombaria, caso as escolhas sejam diferentes; não admite imposições entre os que se acham aptos a decidir quanto aos caminhos que anelam seguir.

 Caso se anseie por iniciar os filhos no pensamento e nas ações religiosas, com vistas ao seu crescimento espiritual, em termos amplos, que se procure uma crença que seja respaldada pelo bom senso e pela razão. Que se evitem propostas que se mostrem infantilizadas em seus conteúdos e que resistam ao questionamento da lógica racional.

Tendo-se em vista que as leis de Deus - que são as leis naturais - abrangem aquelas vinculadas tanto ao mundo físico quanto ao mundo moral, leva teus filhos a confirmar com as reflexões e descobertas científicas as informações metafísicas da crença, evitando que a mente deles seja apinhada de instruções e premissas que os fatos do cotidiano consigam desmentir.

Nada de fixar neles as ideias de punições e castigos para os que analisam e discutem os conteúdos místicos da religião. Nada de injetar na mente deles que jamais os homens penetrarão os mistérios divinos, verificando que tais mistérios somente correspondem aos graus de ignorância da própria humanidade. na medida em que a mente humana se desenvolve e mais se aprofunda nos conhecimentos do mundo e do cosmo, vai diminuindo a dimensão dos suposto segredos.

Nada de mitologias satânicas em figuras monstruosas que mais aturdem a psicologia infantil - e de muitos adultos igualmente - do que lhe imprime amor à vida e reverencia a Deus. Isso seria condená-los à ingenuidade e, certamente, ao fanatismo porvindouro.

Por tudo o que aprendemos com Jesus Cristo, o que mais deseja o Senhor Supremo é que façamos brilhar a própria luz, desenvolvendo os valores da intelecção e do sentimento, uma vez que aquele que pede recebe, o que busca encontra e o que bate vê abertas as portas, seja do que for.

Toda nobre vivencia religiosa do indivíduo quanto de sua família, pois, deve ser capaz de inscreve-lo no rol dos trabalhadores sempre ocupados com a própria conversão à vivencia da lei de amor, na Terra, e envolvidos com tudo o que seja útil e eloquente, situando-os no rumo seguro do inadiável progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência. (1)

E, pois, na busca da boa instrução e na prática ampla do amor a Deus e ao semelhante que nos deveremos situar junto com a nossa família, posto que aí estará a nutriente e vigorosa fonte da fé religiosa. 

(1) - Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXV, item 2.

 
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NATAL NO LAR

Ao envolver-se a Terra nos aromas que anunciam o Natal de nosso Jesus, embora todos os episódios que tentam abafar o Seu significado, pensamos numa forma suave e doce de relembrar o Sublime Berço, na intimidade do próprio lar, no aconchego dos seres amados.

Envolvidos na alegria verdadeira que o Divino Amigo nos traz, poderemos:

# reunir os familiares sob a égide da excelsa evocação;

# preparar a casa com flores de ternura, nos vasos enternecidos dos corações;

# trocar os mimos do afeto espontâneo, da confiança recíproca, do equilíbrio entusiasmo, da cooperação fraterna, e tantos outros, guardados nas brilhantes embalagens da sinceridade;

# enaltecer o clima de entendimento e de maturidade que nos permite, em família, o carinho sem apego, os cuidados sem posse, a participação consciente, construindo e ampliando vinculações que o tempo consagrará;

# entoar os cânticos de harmonia, nas pautas de real contentamento, pelas bênçãos da vida, sustenizando as emoções do coração, com acordes de fidelidade.

Reunida a equipe familiar, após tantos e felizes toques de amor, nos preparemos para orar ao Excelso Lembrado, dizendo-lhe da nossa gratidão sem limite, e, mirando em redor de nós a família ampliada da Humanidade, dramas e dores indizíveis, por essa terrível consumição de violências, envolta em lágrimas, sem identificar o caminho da venturosa libertação, diremos a Ele, então:

- Cristo de Deus, permite-me o dom de amar, servir e passar, a fim de que, no lar do mundo, eu possa agir com a devoção com que vibro junto aos mais chegados ao meu coração. E que, nesta noite de celestes resplendores, de alegria, eu Te possa entoar os hinos de verdadeira e pura fraternidade que, ano após ano, dia após dia, fará dos homens irmãos e amigos, apoios e guisas uns dos outros, enquanto aguardamos os tempos em que todos louvarão a Deus na Alturas Celestiais, vivenciando na Terra a mais luminosa boa vontade.

(Vereda Familiar - Raul Teixeira - pelo espírito Thereza de Brito)


domingo, 4 de dezembro de 2016

O BATISMO NA VISÃO ESPíRITA

"VEREDA FAMILIAR"

ESPÍRITOS: THEREZA DE BRITO
MÉDIUM: RAUL TEIXEIRA

 A QUESTÃO DO BATISMO

 
Qualquer espiritista que se enfronhe nos conceitos doutrinários, com disposição de aprender, desejoso de atender aos ensinos espíritas, encontrará nos seus conteúdos, mais que lúcidos, as orientações de que carece para enfrentar o mar de dúvidas no qual se agita, ansioso por alcançar a devida elucidação.
Há uma série de hábitos domésticos herdados das crenças do passado, apoiadas em imposições dogmáticas de diversos credos, sem que contem com o apoio da lógica espírita.
Dentre esses costumes, vemos a questão do batismo, sem o qual inúmeras famílias se aturdem, imaginando-se pecado contra as Leis de Deus.

***

As cerimônias batismais, sendo encontradas no escrínio das tradições dos povos, como um ritual iniciático, tinha por objetivo iniciar o indivíduo na contextura da crença ou nas atividades do culto, para os quais eram exigidas.
os inúmeros mistérios, oráculos, sinagogas, pagodes e tantos outros núcleos de fé realizavam, a seu modo, e dentro das filosofias que os norteavam, os seus ritos batismais.

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Nos meios cristãos, a falta do cultivo dos estudos sérios, profundos e, por isso, clarificadores, tem sido responsável por entristecedora ignorância quanto a essa questão.

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Alguns, vindo em defesas dessas cerimônias, asseveram que o Mestre Jesus foi batizado e que, assim, todos deveremos ser igualmente batizados.
Esquecem-se ou ignoram que o seu consentimento sem ser batizado tinha direta relação com início oficial do seu messianato, conforme estabeleciam as letras proféticas.
São incontestáveis as colocações do Batista, ao dizer que após ele, que batizava com água, viria Aquele que batizaria com fogo.
Em nenhum momento, Jesus, que é o nosso Mestre, Guia, Modelo, ensinou-nos a batizar alguém. Ensinou-nos a orarmos, uns pelos outros, a amarmo-nos, uns aos outros o que é do conhecimento geral dos cristãos.
Nas linhas mestras co Catolicismo Romano, o sentido da cerimônia é de todo pertinente, uma vez que ele considera que toda criança é uma alma que nasce virgem, das mãos de Deus, no momento em que o corpo físico vem á luz, admitindo que a alma, ao surgir, traz as marcas do pecado atribuído a Adão e Eva nas páginas mosaicas de "O Velho Testamento"; assim, o ato de batizar os seres te mpor sentido alijar das pessoas o chamado pecado original.
Já os espiritistas, conhecedores da reencarnação, sabem que os pecados com que nascemos na Terra, nas bênçãos de um novo corpo, não são devidos a ninguém, senão a nós mesmos, e que a alma tem anterioridade ao corpo, conduzindo consigo o produto das suas realizações próximas ou distantes, entenderão que o seu batismo deverá ter outra textura.
O batismo de água de João limpa o exterior apenas.
O batismo de fogo de Jesus destrói no íntimo dos seres as mazelas, os tormentos, os erros, a inverdade audaciosos.
A nobre condução da criança ou o digno procedimento do adulto, no esforço de renovar-se, contribuindo para a sua redenção, representarão o mais notável batismo para o Espírito reencarnado.
Entendemos, assim, que a educação dos filhos, tão negligenciada nos dias atuais, tão mesclada de equívocos, tão desdenhada, seja a grande e insuperável expressão batismal para os filhos, e para todos nós.

***

Não se impressione com as superstições, que atribuem as enfermidades ou traquinagens infantis à falta do batismo.
Um pouco de observação `sua volta desdirá tais afirmativas de todo emocionais e nada lógicas.
Aprenda a viver com liberdade e com maturidade, sem escravizar-se aos dogmas envelhecidos e deslocados no tempo, ainda que respeitemos aqueles que prosseguem alimentando essas crenças.

***

Ante o Sol radiante em que se converte o Espiritismo para os homens, estamos no tempo de progredir, de aprender a aplicar à própria vida o seu aprendizado elucidativo.
Nenhum temor, nenhum pieguismo, uma vez que estamos à cata da verdade que nos liberta e ilumina, como prelecionou Jesus.
Batismo da educação, dedicada e honesta, eis o que esperam nossos filhos, eis de que carecemos  todos nós.



“O CONSOLADOR”
Espírito: EMMANUEL
Médium: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


298 – Considerando que as religiões invocam o Evangelho de Mateus para justificar a necessidade do batismo em suas características cerimoniais, como deverá proceder ao espiritista em face desse assunto?

Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto santificado da família.
Longe de quaisquer cerimônias de natureza religiosa, que possam significar uma continuação dos fetichismos da Igreja Romana, que se aproveitou do símbolo evangélico para a chamada venda dos sacramentos, o espiritista deve entender o batismo como o apelo do seu coração ao Pai de Misericórdia, para que os seus esforços sejam santificados no trabalho de conduzir as almas a elas confiadas no instituto familiares, compreendendo, além do mais, que esse ato de amor e de compromisso divino deve ser continuado por toda a vida, na renúncia e no sacrifício, em favor da perfeita cristianização dos filhos, no apostolado do trabalho e da dedicação.

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

 O QUE É PRECISO PARA SER SALVO.
(EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CAP. XV, ITEM 1)

Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; - reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, - e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; - porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; - porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? - Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.
E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, v. 31 a 46.)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

MEDITAÇÕES SOBRE A MORTE (Vereda Familiar - psicografia Raul Teixeira, pelo espírito Thereza de Brito)

MEDITAÇÕES SOBRE A MORTE

(Vereda Familiar - psicografia Raul Teixeira, pelo espírito Thereza de Brito)

Tanto quanto as multiplicadas ocorrências que se nos deparam na experiência familiar, a DESENCARNAÇÃO  ou MORTE dos entes caros, mais hoje, mais amanhã, nos defrontará.
É considerável a dor, o desencanto ou mesmo a surpresa que se deverão abater sobre os corações.
ninguém duvidará dos sentimentos que se mostrarão doloridos, quando se tenha que conduzir ao sepulcro os despojos dos que romperam as grilhetas da carne, dirigindo-se ao país da Verdade, despedindo-se dos vínculos da matéria.
É bem fácil concluir que esse sofrimento, ante alguém querido que parte, é uma das mais intensas dores que se pode sentir na Terra, mormente para os que aninham na mente as ideias de separação eterna ou morte absoluta daqueles aos quais amam.
o caráter da morte, entretanto, é por demais relativo para que logre provocar tanto desconsolo, tamanha desolação nas almas que prosseguem atadas ao POSTE DA SAUDADE.

***

Na família cristã, que aprendeu as lições da ressurreição e da vida de ultratumba, as ideias da morte não deverão promover qualquer ruína, na vivência comum, pela compreensão de que a vida persiste exuberante para além dos liames carnais.
O entendimento de que a morte, que aprendemos a chamar, com o pensamento espírita, de desencarnação, não faz mais do que nos deslocar de um para outro setor vibratório, ou seja, dos tecidos da matéria densa para a tecedura do Espírito, confere maior responsabilidade perante a existência.
Assim, na trajetória familiar, aprenderemos e ensinaremos aos nossos afetos a manter respeito pelos que se vão, sem que nos bandeemos para o ridículo dos excessos, dos disparates emocionais, que dizem tão pouco sobre os nossos verdadeiros sentimentos para com o afetos trespassado.
Guardemos silêncio em clima de oração estaremos filtrando a própria dor moral pelos filtros do equilíbrio, da consideração aos nossos desencarnados.
Evitaremos, passadas as horas de tensão emocional e de amargura compreensíveis, o elastecimento do sofrer por meio das evocações torturantes e inconsoláveis.
AO RECORDARMOS OS ENTES QUE DEMANDARAM O ALÉM, BUSQUEMOS OS MOMENTOS DE CARINHO, DE TRABALHO, DE ALEGRIAS, DE AMOR, QUE COM ELES TENHAMOS  CONVIVIDO.
Muitas vezes o egoísmo dos que ficam na Terra, julgando-se excessivamente sofredores, fá-los olvidar-se dos que estão também sofridos e saudosos no MUNDO INVISÍVEL. Os anos passam, sem que, no pressuposto de grande padecimento, lembre-se o encarnado de engajar-se no rol dos que se fazem úteis nos caminhos humanos.

***

O espiritismo, que é doutrina de VIDA POR EXCELÊNCIA, projetando luz sobre a questão do morrer, empolga-nos alvíssaras de Vida Nova, de conhecimento das profundas veredas do passamento, dando-nos a certeza de que a desencarnação se faz a lei para a qual, no mundo, não se conhece exceção.
Perante os nossos parentes ou amigos que se lancem nas águas do rio da morte, envolvamo-los com as nossas vibrações de confiança em Deus, de ardente fé e de carinho, dando-lhes a cooperação dos nossos sentimentos onde quer que estejam os trespassados, lembrados por nós.

***

Na convivência do lar, desse modo, cuidemos de simplificar a compreensão da desencarnação, sem atirá-las à vala do barateamento que incentiva os anseios de autodestruição por parte dos emocionalmente descompensados; porém, não daremos ao fenômeno do definitivo desprendimento cores tormentosas e fúnebres, que, em realidade, a morte física não tem.
Conversemos sobre a desencarnação, com a nossa família, sem pieguismo e sem indiferença.
Cogitemos das questões da desencarnação, avaliando nosso cotidiano e as construções que estamos deixando no mundo, sem temores e sem horrores.
Iluminemos os pensamentos da desencarnação, conscientes de que , a cada momento, nós estamos nos aproximando do Além, por nossa vez, pois que sendo a desencarnação uma Lei do Universo material, as formas materiais começam o processo de desgaste, no começo da própria existência.
Diante das Falas que anunciam morte e destruição, pelas propostas de erros e infortúnios que espalham, respondamos com a ação da VIDA IMORREDOURA, que vai corroborada pela busca de união com o Criador, nos atos nobres e na disposição do BEM DE CADA DIA.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

MATERIAL QUE ESTÁ FALTANDO PARA ENCERRARMOS A PRIMEIRA ETAPA DA CONSTRUÇÃO DO SENDA DE LUZ


MATERIAL QUE ESTÁ FALTANDO PARA ENCERRARMOS A PRIMEIRA ETAPA DA CONSTRUÇÃO DO SENDA DE LUZ

ELÉTRICO

DESCRIÇÃO
QUANT.
DOAÇ
Kit tartaruga (lâmpada + suporte)
2

Lâmpada 15/60
2

Lâmpada de 23A
9

Refletor  250A
1

Lâmpada para refletor
1

Tomada conjugada 10A
9

Tomada dupla 10A
5

Tomada dupla 20A
2

Tomada simples
5

Quadro distribuição (6 disjuntor)
1

Conduíte (amarelo rígido) lá só tem de 1m
40m

Caixa de luz
13

Caixa de luz dupla (caixa passagem)
6

Fio (4m.m)  vermelho
92m

Fio (4m.m) azul
92m

Fio (4m.m) preto
57m

Fio (2,5m.m) amarelo
60m

Fio (2,5m.m) branco
60m

Fio (1,5m.m) preto.
60m

Fio (1,5m.m) verde
8m

Haste de aterramento de 2m
1

Conexão para haste de aterramento
1

Fita isolante
1 pacote

Disjuntores monofásicos de 20A.
4

Disjuntor bifasico de 40A.
1

Plafon ( bocal para lâmpadas)
11

Isolador
6

PORTAS E JANELAS
JANELAS 2 / 1,20 M
5
1 OK
JANELAS 1,50 / 1,20 M
5
1 OK
PORTAS 0,90 / 2,10 M
4
1 OK



OBS: CADA JANELA ESTÁ AVALIADA EM R$ 300,00



OBS: CADA PORTA ESTÁ AVALIADA EM R$ 450,00
GRADES
GRADE PAR ÁREA DE VENTILAÇÃO 1,94 / 1,00 M
8

GRADE PARA ÁREA DE VENTILAÇÃO 0,80 / 1,70
1

 GRADE PARA JANELA 2 / 1,20 M
5

GRADE PARA JANELAS 1,50 / 1,20 M
5

GRADE PARA PORTAS 0,90 / 2,10 M
5

GRADE PARA PORTA DE ENTRADA (CORREDOR) 1,80 / 2,10M
1




OBS: O METRO DA GRADE ESTÁ AVALIADA EM R$ 80,00.